Um verdadeiro exemplo de vida e determinação. Quem passa a pé ou de carro pelo cruzamento da Rua 2 com a Avenida Tocantins, no Centro de Goiânia, já deve ter sido abordado por uma jovem bonita, sorridente e muito educada oferecendo jujubas. Mas, afinal, quem é essa vendedora?
Ela é Renata Cristina Nunes Porto, de 19 anos. Filha de um guarda municipal e uma dona de casa Renata mora na região Leste da Capital e todos os dias acorda por volta das 5h30 da manhã, toma café e ainda escuro sai de casa a pé até o ponto de ônibus. Anda vários quarteirões.
Pega três ônibus até chegar ao centro de Goiânia, onde vende as jujubas. “É cansativo, são três ônibus pela manhã e três no final da tarde quando volto pra casa. Mas vale a pena todo esse esforço”, diz Renata, que fica em média oito horas por dia debaixo do sol escaldante para vender em média sessenta jujubas por dia.
Quando oferece as jujubas, que custa R$ 1,00 cada uma, ela justifica o esforço. É para conseguir pagar a faculdade de arquitetura. A mensalidade custa R$ 810,00 se ela conseguir pagar até o dia 5 do mês. Após essa data o valor chega a R$1,1 mil. “Estou realizando o sonho de ser arquiteta. Muita gente sente vergonha do que estou fazendo, mas apesar do cansaço e da discriminação tenho consciência de que essa é a forma que encontrei para dar uma vida digna para minha família”, salienta Renata, que aproveita o sinal fechado para abordar os motoristas. Uns compram, outros ignoram e tem até aqueles mais ousados que fazem propostas indecentes para a jovem.
Questionada sobre o assédio Renata surpreende mais uma vez. “Aprendi a ouvir todas as pessoas e coloco tudo numa peneira. Separo apenas o que é bom. O que não me interessa descarto, esqueço. Nas ruas encontro pessoas ruins, mas tem muita gente solidária que ajuda, compra só mesmo para me ajudar”, complementa.
Dos R$ 60,00 que arrecada em média todos os dias, metade ela usa para comprar mais mercadoria e a outra metade ela deposita no banco para juntar e pagar a faculdade. A rotina desta jovem é de fato cansativa. Quando chega em casa no final da tarde ela não descansa. Tem pouco tempo para arrumar e ir para a faculdade que fica às margens da BR-153. “Só chego em casa depois da meia noite, muito cansada, mas realizada. Pois consegui enfrentar mais um dia de trabalho e estudo”, salienta Renata, que se emociona ao lembrar que mesmo longe está sempre pensando na mãe, que tem vários problemas de saúde e para piorar sofreu um acidente em um ônibus recentemente.
A simpatia de Renata conquista que a conhece. Tanto que ela fez amizade com os funcionários da Procuradoria Geral do Estado, que fica em frente ao cruzamento onde ela vende as jujubas. No local ela deixa a mochila com os objetos pessoais e as caixas de doces. É onde ela descansa quando o sol desafia sua força física. “A Renata é um exemplo de vida. Ela é uma guerreira”, afirma uma funcionária da PGE.
Muitos que passam pelo local e são abordados por ela imagina que é uma mentira o fato da jovem estar vendendo os doces para pagar a faculdade. “Tem pessoas que perguntam o que uma moça bonita está fazendo aquilo, tem até parentes que discriminam. Só que eu não vou desistir do meu sonho”, diz Renata, que usa chapéu e até luvas nos braços para evitar queimaduras provocadas pelo sol.
Renata tem duas irmãs, uma de 15 anos e outra de 7, que tem problemas de saúde e faz uso de medicamentos controlados. Como não sobra dinheiro ela precisa estar indo com freqüência as lojas que vendem jujubas para renovar o estoque.
Além da mensalidade da faculdade Renata ainda precisa conseguir dinheiro para comprar materiais para aulas, sobretudo material para desenho.
Ao conhecer a história de Renata fiquei pensando que poderíamos ajudar esta jovem. Como doar dinheiro as vezes é complicado para muita gente, que tal comprarmos caixas fechadas de jujubas e doar para que ela possa vender e aumentar a renda? Vamos fazer isso? A Renata fica no cruzamento da Rua 2 com a Avenida Tocantins, em frente a Procuradoria Geral do Estado.
Ela é Renata Cristina Nunes Porto, de 19 anos. Filha de um guarda municipal e uma dona de casa Renata mora na região Leste da Capital e todos os dias acorda por volta das 5h30 da manhã, toma café e ainda escuro sai de casa a pé até o ponto de ônibus. Anda vários quarteirões.
Pega três ônibus até chegar ao centro de Goiânia, onde vende as jujubas. “É cansativo, são três ônibus pela manhã e três no final da tarde quando volto pra casa. Mas vale a pena todo esse esforço”, diz Renata, que fica em média oito horas por dia debaixo do sol escaldante para vender em média sessenta jujubas por dia.
Quando oferece as jujubas, que custa R$ 1,00 cada uma, ela justifica o esforço. É para conseguir pagar a faculdade de arquitetura. A mensalidade custa R$ 810,00 se ela conseguir pagar até o dia 5 do mês. Após essa data o valor chega a R$1,1 mil. “Estou realizando o sonho de ser arquiteta. Muita gente sente vergonha do que estou fazendo, mas apesar do cansaço e da discriminação tenho consciência de que essa é a forma que encontrei para dar uma vida digna para minha família”, salienta Renata, que aproveita o sinal fechado para abordar os motoristas. Uns compram, outros ignoram e tem até aqueles mais ousados que fazem propostas indecentes para a jovem.
Questionada sobre o assédio Renata surpreende mais uma vez. “Aprendi a ouvir todas as pessoas e coloco tudo numa peneira. Separo apenas o que é bom. O que não me interessa descarto, esqueço. Nas ruas encontro pessoas ruins, mas tem muita gente solidária que ajuda, compra só mesmo para me ajudar”, complementa.
Dos R$ 60,00 que arrecada em média todos os dias, metade ela usa para comprar mais mercadoria e a outra metade ela deposita no banco para juntar e pagar a faculdade. A rotina desta jovem é de fato cansativa. Quando chega em casa no final da tarde ela não descansa. Tem pouco tempo para arrumar e ir para a faculdade que fica às margens da BR-153. “Só chego em casa depois da meia noite, muito cansada, mas realizada. Pois consegui enfrentar mais um dia de trabalho e estudo”, salienta Renata, que se emociona ao lembrar que mesmo longe está sempre pensando na mãe, que tem vários problemas de saúde e para piorar sofreu um acidente em um ônibus recentemente.
A simpatia de Renata conquista que a conhece. Tanto que ela fez amizade com os funcionários da Procuradoria Geral do Estado, que fica em frente ao cruzamento onde ela vende as jujubas. No local ela deixa a mochila com os objetos pessoais e as caixas de doces. É onde ela descansa quando o sol desafia sua força física. “A Renata é um exemplo de vida. Ela é uma guerreira”, afirma uma funcionária da PGE.
Muitos que passam pelo local e são abordados por ela imagina que é uma mentira o fato da jovem estar vendendo os doces para pagar a faculdade. “Tem pessoas que perguntam o que uma moça bonita está fazendo aquilo, tem até parentes que discriminam. Só que eu não vou desistir do meu sonho”, diz Renata, que usa chapéu e até luvas nos braços para evitar queimaduras provocadas pelo sol.
Renata tem duas irmãs, uma de 15 anos e outra de 7, que tem problemas de saúde e faz uso de medicamentos controlados. Como não sobra dinheiro ela precisa estar indo com freqüência as lojas que vendem jujubas para renovar o estoque.
Além da mensalidade da faculdade Renata ainda precisa conseguir dinheiro para comprar materiais para aulas, sobretudo material para desenho.
Ao conhecer a história de Renata fiquei pensando que poderíamos ajudar esta jovem. Como doar dinheiro as vezes é complicado para muita gente, que tal comprarmos caixas fechadas de jujubas e doar para que ela possa vender e aumentar a renda? Vamos fazer isso? A Renata fica no cruzamento da Rua 2 com a Avenida Tocantins, em frente a Procuradoria Geral do Estado.